“Quando nos maravilhamos com algo que vem do Uruguai — ou da Islândia — é comum ouvirmos dos nativos uma explicação meio envergonhada (“É que somos um país pequeno…”), quase pedindo desculpas, como se aquilo fosse algo impossível de realizar em mega-contextos nacionais do tipo BRIC.

Não sei se isso faz sentido, mas, numa cultura de alta caloria, onde se avaliam trabalhos pela toneladas de likes e caldeirões de compartilhamentos, frequentemente atropelamos a delicadeza da intimidade humana.

O fato é que Troche é um cozinheiro de delícias, mais do que de banquetes.

Bagagem é um livro múltiplo, pois nos reapresenta as especiarias que andamos esquecendo em ideias que não se exaurem numa única leitura.

Não sei se tem a ver com as dimensões do país — percorrendo seus desenhos, fica claro que a pátria de Troche parece ser o campo imenso das estrelas.”

Laerte, quadrinista

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